<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">
<title>Dissertações</title>
<link href="https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/642" rel="alternate"/>
<subtitle/>
<id>https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/642</id>
<updated>2026-06-04T21:15:15Z</updated>
<dc:date>2026-06-04T21:15:15Z</dc:date>
<entry>
<title>Inteligência territorial como estratégia para a construção de resiliência às inundações no município de Montenegro, RS</title>
<link href="https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/4129" rel="alternate"/>
<author>
<name>Generoso, Mateus Dalchiavon</name>
</author>
<id>https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/4129</id>
<updated>2026-06-04T04:25:03Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Inteligência territorial como estratégia para a construção de resiliência às inundações no município de Montenegro, RS
Generoso, Mateus Dalchiavon
As mudanças climáticas globais têm intensificado a ocorrência de eventos
hidrológicos extremos em diversas regiões do planeta, tornando as inundações um
dos desastres naturais mais recorrentes e impactantes do século XXI. No Rio Grande
do Sul, registros hidrológicos e dados fluviométricos indicam uma tendência de
aumento na frequência e intensidade das inundações a partir dos anos 2000,
fenômeno que dialoga com o aumento da temperatura média global e com as
projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), as quais
apontam a ampliação dos eventos extremos na região para as próximas décadas. No
município de Montenegro, esse processo se manifesta de forma evidente, uma vez
que a cidade possui longa história de convivência com as inundações. Os eventos
extremos ocorridos entre 2023 e 2024, que representam a maior sequência de
desastres hidrológicos da história do município, expuseram de forma dramática a
população montenegrina, evidenciando a urgente necessidade de estratégias
voltadas à gestão de riscos e à construção de resiliência climática. Nesse contexto,
este estudo discute o papel da inteligência territorial como instrumento estratégico na
construção de uma cultura de prevenção e adaptação às mudanças climáticas.
Partindo da compreensão de que, embora exista uma ampla disponibilidade de
informações científicas e ferramentas de monitoramento e alerta de desastres, ainda
persistem lacunas significativas na difusão social desse conhecimento, tornando
essencial a ampliação da consciência coletiva voltada à gestão preventiva de
desastres. A pesquisa parte do pressuposto de que o período posterior às grandes
inundações representa uma rara janela de oportunidades para a implantação de ações
estruturantes de educação socioambiental para resiliência climática, antes que o
fenômeno da amnésia ambiental geracional — caracterizado pelo esquecimento
progressivo dos desastres ao longo do tempo — resulte na redução das prioridades
políticas e sociais atribuídas ao tema. Esta pesquisa, de natureza aplicada e caráter
diagnóstico-propositivo com validação exploratória, propõe o Laboratório de
Inteligência Territorial do Rio Caí (LABiCAÍ), uma tecnologia social fundamentada em
uma epistemologia territorial que articula resiliência socioambiental e educação
baseada no lugar, a qual possibilita que o território seja a base da produção do
conhecimento e da ação educativa voltada ao fortalecimento da resiliência às
inundações. O LABiCAÍ estrutura-se como um modelo educativo baseado no
conhecimento do lugar, atuando diretamente nas escolas e visando difundir
conhecimentos sobre dinâmica fluvial, bacia hidrográfica, vulnerabilidade territorial e
estratégias de prevenção aos desastres naturais para toda a sociedade. Ao promover
a compreensão do território e dos processos naturais vinculados às inundações por
meio da integração entre educação ambiental, gestão territorial e cultura de
prevenção, iniciativas como o LABiCAÍ têm potencial para o desenvolvimento de uma
inteligência social do lugar, uma inteligência territorial capaz de fortalecer a
capacidade adaptativa da população, estimular a participação social na gestão de
riscos e contribuir para a construção de uma nova identidade socioambiental e cultural
a Montenegro, direcionada pela resiliência climática e pela busca de soluções de
longo prazo para a convivência com a dinâmica fluvial do Rio Caí, contribuindo para a
construção de uma sociedade mais resiliente às mudanças climáticas.
</summary>
<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</entry>
<entry>
<title>Jogo digital como estratégia para educação ambiental na Estação Ecológica Estadual Aratinga, São Francisco de Paula e Itati, Rio Grande do Sul, Brasil</title>
<link href="https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/4116" rel="alternate"/>
<author>
<name>Oliveira, Vanessa Pruch Castro</name>
</author>
<id>https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/4116</id>
<updated>2026-06-04T04:24:56Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Jogo digital como estratégia para educação ambiental na Estação Ecológica Estadual Aratinga, São Francisco de Paula e Itati, Rio Grande do Sul, Brasil
Oliveira, Vanessa Pruch Castro
Esta dissertação se propõe a compreender de que forma um jogo digital, criado com base em elementos reais de um território protegido, pode contribuir para despertar a consciência ambiental de estudantes do ensino fundamental. O jogo, intitulado Jornada Aratinga, foi desenvolvido com inspiração na paisagem, biodiversidade e história da Estação Ecológica Estadual Aratinga, Rio Grande do Sul (RS), e convida os jogadores a embarcar em uma trilha interativa ao lado da personagem Laura, uma jovem pesquisadora. Dividido em cinco fases, o jogo percorre campos nativos, trilhas antigas e regiões de mata, reproduzindo diferentes fitofisionomias da Unidade de Conservação (UC) e promovendo o contato simbólico e afetivo com o ambiente natural. O público participante da pesquisa foi turmas de uma escola pública localizada no entorno da unidade de conservação. Por meio de uma abordagem qualitativa, foram coletados dados a partir de observações, registros, grupos focais e relatos dos estudantes antes e depois da vivência com o jogo. A análise indica indícios de uma complexificação na compreensão de conceitos ambientais, como a importância da biodiversidade local, a função ecológica da UC e a relação entre conservação e qualidade de vida. Mais do que conteúdos, o jogo sensibilizou os estudantes para atitudes de cuidado com a natureza, despertou o sentimento de pertencimento ao território e favoreceu a construção de valores éticos e socioambientais, como empatia, respeito à vida e responsabilidade coletiva, afastando um pouco do olhar antropocentrista e utilitarista que os jovens tinham sobre as Unidades de Conservação. Ao conferir aos estudantes o papel de protagonistas e agentes de preservação de seu próprio território, a proposta pedagógica estimula o sentido de pertencimento e a responsabilidade socioambiental, a Jornada Aratinga mostrou-se uma estratégia com potencial para atividades de educação ambiental. Através da linguagem lúdica e da interatividade dos jogos digitais, foi possível criar um espaço de escuta e aprendizado, onde o saber emerge do brincar, e o brincar se transforma em consciência. Assim, a pesquisa reafirma a importância das tecnologias digitais como aliada na formação de pessoas sensíveis, críticas e comprometidas com a conservação da natureza que as cerca.
</summary>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</entry>
<entry>
<title>Co-criação de produtos alimentícios com aproveitamento integral na merenda escolar</title>
<link href="https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/4036" rel="alternate"/>
<author>
<name>Aguiar, Fabrício Martins Goulart</name>
</author>
<id>https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/4036</id>
<updated>2026-06-04T04:24:19Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Co-criação de produtos alimentícios com aproveitamento integral na merenda escolar
Aguiar, Fabrício Martins Goulart
Envolver estudantes dos primeiros anos escolares na co-criação de refeições
escolares é importante para fomentar hábitos alimentares saudáveis e sustentáveis.
A utilização de alimentos de forma integral representa uma prática positiva para
reduzir o desperdício de alimentos e ampliar o consumo de nutrientes. Embora a
inteligência artificial (IA) demonstrou ser uma fonte criativa para geração de novas
ideias, sua aplicação no desenvolvimento de refeições infantis ainda é incipiente. Os
objetivos da pesquisa foram avaliar o potencial de refeições escolares co-projetadas
por crianças e geradas com IA, e explorar a percepção dos pais em relação à
utilização de alimentos integrais nas refeições de seus filhos. As crianças, com o
apoio potencial de seus pais, propuseram receitas com utilização de frutas/vegetais
integrais, e uma seleção entre as sugestões foi conduzida por nutricionistas e
cozinheiros da escola. A refeição selecionada foi comparada a uma receita
semelhante do ChatGPT gerada a partir de um prompt3 simples em relação à sua
aceitação e emoções evocadas. Os dois pratos eram variações de receitas de torta
de cenoura, incluindo casca de vegetais, e ambos foram preparados por cozinheiros
escolares experientes. Uma terceira receita proposta pelos cozinheiros da escola foi
usada como comparação. As percepções dos pais em relação à utilização de
alimentos integrais para seus filhos foram obtidas pela metodologia de
complementação de frases. Os resultados mostraram que as crianças gostaram das
receitas delas e dos cozinheiros, mas rejeitaram a receita do ChatGPT. As tortas de
cenoura dos cozinheiros e das crianças evocaram pares de emojis positivos,
enquanto a torta de cenoura do ChatGPT foi associada a caracteres de conotação
negativa. Textura e sabor desconhecido foram citados para justificar a rejeição. Para
os pais, a utilização de frutas e vegetais integrais nas refeições das crianças é
percebida como uma ideia boa e nutritiva, mas preocupações com a segurança
foram reveladas. Este trabalho demonstra o co-design com crianças em idade
escolar e a utilização de alimentos integrais como estratégias acionáveis para
reduzir o desperdício de recursos nutritivos. Além disso, o estudo relata um uso
exploratório negativo do ChatGPT por meio de um prompt focado em tarefas. Isso
pode sugerir a importância de especificar o contexto da tarefa ao solicitar uma IA, 
para compensar informações contextuais que estão implicitamente disponíveis para
os humanos. Preocupações sobre aspectos de segurança devem ser abordadas
para garantir o apoio dos pais à utilização de vegetais integrais nas refeições
escolares.
</summary>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</entry>
<entry>
<title>Integração de dados ambientais e ferramentas de business Intelligence para o gerenciamento da qualidade da água bruta em mananciais de abastecimento</title>
<link href="https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/4033" rel="alternate"/>
<author>
<name>Buffon, Patrícia</name>
</author>
<id>https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/4033</id>
<updated>2026-06-04T04:24:17Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Integração de dados ambientais e ferramentas de business Intelligence para o gerenciamento da qualidade da água bruta em mananciais de abastecimento
Buffon, Patrícia
O aumento da urbanização, industrialização e atividades agropecuárias tem deteriorado a
qualidade da água bruta antes da captação, elevando os custos e dificultando o tratamento.
As empresas de abastecimento público enfrentam crescentes dificuldades para fornecer
água tratada dentro dos padrões de qualidade exigidos pela Portaria GM/MS N°
888/2021. Um dos principais problemas enfrentados é a eutrofização dos reservatórios,
causada por excesso de nutrientes, especialmente nitrogênio e fósforo provenientes de
esgotos domésticos, que favorecem a proliferação de organismos e comprometem a
potabilidade da água. Nesse contexto, torna-se essencial o monitoramento constante da
qualidade da água bruta e a gestão eficiente dos dados coletados, de forma a subsidiar
ações de preservação e garantir água segura e acessível à população, conforme
estabelecido pelo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 da ONU. A análise desses
dados requer ferramentas que possibilitem a interpretação clara e acessível para técnicos,
gestores e tomadores de decisão. O objetivo principal deste estudo foi desenvolver uma
ferramenta digital de acesso e gerenciamento de dados de qualidade da água bruta que
são aferidos no monitoramento das represas de captação de Caxias do Sul, RS, para ser
utilizada pelos técnicos e gestores do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto -
SAMAE. Foi utilizado o software Microsoft Power BI® (Business Intelligence) para
organizar indicadores e parâmetros de qualidade em dashboards que são acessados pela
intranet do SAMAE. As avaliações realizadas pelos profissionais da autarquia
classificaram a solução como excelente em apresentação, funcionalidade e usabilidade,
recomendando sua continuidade e ampliação. O sistema desenvolvido adaptou uma
ferramenta corporativa para fins ambientais. A solução tem potencial de replicação em
outros setores do SAMAE e empresas de saneamento, representando um importante
avanço na gestão de recursos hídricos e na sustentabilidade do abastecimento público.
</summary>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</entry>
</feed>
