<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">
<title>Dissertações</title>
<link href="https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/642" rel="alternate"/>
<subtitle/>
<id>https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/642</id>
<updated>2026-05-15T05:07:08Z</updated>
<dc:date>2026-05-15T05:07:08Z</dc:date>
<entry>
<title>Jogo digital como estratégia para educação ambiental na Estação Ecológica Estadual Aratinga, São Francisco de Paula e Itati, Rio Grande do Sul, Brasil</title>
<link href="https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/4116" rel="alternate"/>
<author>
<name>Oliveira, Vanessa Pruch Castro</name>
</author>
<id>https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/4116</id>
<updated>2026-05-15T04:22:22Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Jogo digital como estratégia para educação ambiental na Estação Ecológica Estadual Aratinga, São Francisco de Paula e Itati, Rio Grande do Sul, Brasil
Oliveira, Vanessa Pruch Castro
Esta dissertação se propõe a compreender de que forma um jogo digital, criado com base em elementos reais de um território protegido, pode contribuir para despertar a consciência ambiental de estudantes do ensino fundamental. O jogo, intitulado Jornada Aratinga, foi desenvolvido com inspiração na paisagem, biodiversidade e história da Estação Ecológica Estadual Aratinga, Rio Grande do Sul (RS), e convida os jogadores a embarcar em uma trilha interativa ao lado da personagem Laura, uma jovem pesquisadora. Dividido em cinco fases, o jogo percorre campos nativos, trilhas antigas e regiões de mata, reproduzindo diferentes fitofisionomias da Unidade de Conservação (UC) e promovendo o contato simbólico e afetivo com o ambiente natural. O público participante da pesquisa foi turmas de uma escola pública localizada no entorno da unidade de conservação. Por meio de uma abordagem qualitativa, foram coletados dados a partir de observações, registros, grupos focais e relatos dos estudantes antes e depois da vivência com o jogo. A análise indica indícios de uma complexificação na compreensão de conceitos ambientais, como a importância da biodiversidade local, a função ecológica da UC e a relação entre conservação e qualidade de vida. Mais do que conteúdos, o jogo sensibilizou os estudantes para atitudes de cuidado com a natureza, despertou o sentimento de pertencimento ao território e favoreceu a construção de valores éticos e socioambientais, como empatia, respeito à vida e responsabilidade coletiva, afastando um pouco do olhar antropocentrista e utilitarista que os jovens tinham sobre as Unidades de Conservação. Ao conferir aos estudantes o papel de protagonistas e agentes de preservação de seu próprio território, a proposta pedagógica estimula o sentido de pertencimento e a responsabilidade socioambiental, a Jornada Aratinga mostrou-se uma estratégia com potencial para atividades de educação ambiental. Através da linguagem lúdica e da interatividade dos jogos digitais, foi possível criar um espaço de escuta e aprendizado, onde o saber emerge do brincar, e o brincar se transforma em consciência. Assim, a pesquisa reafirma a importância das tecnologias digitais como aliada na formação de pessoas sensíveis, críticas e comprometidas com a conservação da natureza que as cerca.
</summary>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</entry>
<entry>
<title>Co-criação de produtos alimentícios com aproveitamento integral na merenda escolar</title>
<link href="https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/4036" rel="alternate"/>
<author>
<name>Aguiar, Fabrício Martins Goulart</name>
</author>
<id>https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/4036</id>
<updated>2026-05-15T04:21:45Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Co-criação de produtos alimentícios com aproveitamento integral na merenda escolar
Aguiar, Fabrício Martins Goulart
Envolver estudantes dos primeiros anos escolares na co-criação de refeições
escolares é importante para fomentar hábitos alimentares saudáveis e sustentáveis.
A utilização de alimentos de forma integral representa uma prática positiva para
reduzir o desperdício de alimentos e ampliar o consumo de nutrientes. Embora a
inteligência artificial (IA) demonstrou ser uma fonte criativa para geração de novas
ideias, sua aplicação no desenvolvimento de refeições infantis ainda é incipiente. Os
objetivos da pesquisa foram avaliar o potencial de refeições escolares co-projetadas
por crianças e geradas com IA, e explorar a percepção dos pais em relação à
utilização de alimentos integrais nas refeições de seus filhos. As crianças, com o
apoio potencial de seus pais, propuseram receitas com utilização de frutas/vegetais
integrais, e uma seleção entre as sugestões foi conduzida por nutricionistas e
cozinheiros da escola. A refeição selecionada foi comparada a uma receita
semelhante do ChatGPT gerada a partir de um prompt3 simples em relação à sua
aceitação e emoções evocadas. Os dois pratos eram variações de receitas de torta
de cenoura, incluindo casca de vegetais, e ambos foram preparados por cozinheiros
escolares experientes. Uma terceira receita proposta pelos cozinheiros da escola foi
usada como comparação. As percepções dos pais em relação à utilização de
alimentos integrais para seus filhos foram obtidas pela metodologia de
complementação de frases. Os resultados mostraram que as crianças gostaram das
receitas delas e dos cozinheiros, mas rejeitaram a receita do ChatGPT. As tortas de
cenoura dos cozinheiros e das crianças evocaram pares de emojis positivos,
enquanto a torta de cenoura do ChatGPT foi associada a caracteres de conotação
negativa. Textura e sabor desconhecido foram citados para justificar a rejeição. Para
os pais, a utilização de frutas e vegetais integrais nas refeições das crianças é
percebida como uma ideia boa e nutritiva, mas preocupações com a segurança
foram reveladas. Este trabalho demonstra o co-design com crianças em idade
escolar e a utilização de alimentos integrais como estratégias acionáveis para
reduzir o desperdício de recursos nutritivos. Além disso, o estudo relata um uso
exploratório negativo do ChatGPT por meio de um prompt focado em tarefas. Isso
pode sugerir a importância de especificar o contexto da tarefa ao solicitar uma IA, 
para compensar informações contextuais que estão implicitamente disponíveis para
os humanos. Preocupações sobre aspectos de segurança devem ser abordadas
para garantir o apoio dos pais à utilização de vegetais integrais nas refeições
escolares.
</summary>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</entry>
<entry>
<title>Integração de dados ambientais e ferramentas de business Intelligence para o gerenciamento da qualidade da água bruta em mananciais de abastecimento</title>
<link href="https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/4033" rel="alternate"/>
<author>
<name>Buffon, Patrícia</name>
</author>
<id>https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/4033</id>
<updated>2026-05-15T04:21:43Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Integração de dados ambientais e ferramentas de business Intelligence para o gerenciamento da qualidade da água bruta em mananciais de abastecimento
Buffon, Patrícia
O aumento da urbanização, industrialização e atividades agropecuárias tem deteriorado a
qualidade da água bruta antes da captação, elevando os custos e dificultando o tratamento.
As empresas de abastecimento público enfrentam crescentes dificuldades para fornecer
água tratada dentro dos padrões de qualidade exigidos pela Portaria GM/MS N°
888/2021. Um dos principais problemas enfrentados é a eutrofização dos reservatórios,
causada por excesso de nutrientes, especialmente nitrogênio e fósforo provenientes de
esgotos domésticos, que favorecem a proliferação de organismos e comprometem a
potabilidade da água. Nesse contexto, torna-se essencial o monitoramento constante da
qualidade da água bruta e a gestão eficiente dos dados coletados, de forma a subsidiar
ações de preservação e garantir água segura e acessível à população, conforme
estabelecido pelo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 da ONU. A análise desses
dados requer ferramentas que possibilitem a interpretação clara e acessível para técnicos,
gestores e tomadores de decisão. O objetivo principal deste estudo foi desenvolver uma
ferramenta digital de acesso e gerenciamento de dados de qualidade da água bruta que
são aferidos no monitoramento das represas de captação de Caxias do Sul, RS, para ser
utilizada pelos técnicos e gestores do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto -
SAMAE. Foi utilizado o software Microsoft Power BI® (Business Intelligence) para
organizar indicadores e parâmetros de qualidade em dashboards que são acessados pela
intranet do SAMAE. As avaliações realizadas pelos profissionais da autarquia
classificaram a solução como excelente em apresentação, funcionalidade e usabilidade,
recomendando sua continuidade e ampliação. O sistema desenvolvido adaptou uma
ferramenta corporativa para fins ambientais. A solução tem potencial de replicação em
outros setores do SAMAE e empresas de saneamento, representando um importante
avanço na gestão de recursos hídricos e na sustentabilidade do abastecimento público.
</summary>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</entry>
<entry>
<title>Cartografias da memória cosmopolítica Kaingang da retomada Kógūnh Mág, Canela/RS</title>
<link href="https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/3980" rel="alternate"/>
<author>
<name>Andrade Neto, Demétrio Ribeiro de</name>
</author>
<id>https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/3980</id>
<updated>2026-05-15T04:21:19Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Cartografias da memória cosmopolítica Kaingang da retomada Kógūnh Mág, Canela/RS
Andrade Neto, Demétrio Ribeiro de
A colonização do Brasil instaurou profundas transformações territoriais, culturais e políticas
que impactaram intensamente os povos indígenas, entre eles os Kaingang. Suas formas de
organização social, línguas, práticas rituais e cosmopolíticas foram submetidas a processos
contínuos de violência, deslocamento e apagamento. Esses processos fazem parte de um projeto
colonial mais amplo, que exterminou diversos povos originários nas Américas durante e após a
invasão europeia. No sul do Brasil, essa violência se reproduz na narrativa histórica dominante
que insiste em representar os Kaingang como povos do passado, negando sua presença viva,
ativa e politicamente organizada no presente. Tal narrativa contribui para a deslegitimação de
suas identidades e reivindicações territoriais, reforçando estruturas coloniais que tentam
restringir a memória e a continuidade de seus modos de vida. Assim, a luta pela terra é, ao
mesmo tempo, uma luta pela memória política, pelo reconhecimento e pela continuidade das
existências Kaingang. É nesse contexto que se situa a Aldeia Kógūnh Mág, localizada em um
enclave territorial dentro da Floresta Nacional de Canela, unidade de conservação administrada
pelo Estado. Desde 2008, a comunidade reivindica o reconhecimento desse território como
tradicionalmente ocupado. Entretanto, para os Kaingang, o território não se limita ao registro
fundiário: ele é espaço de relação entre humanos e não humanos, lugar de ancestralidade,
transmissão de conhecimento, pertencimento e comunicação com outras dimensões do existir.
Esta pesquisa surge como resposta a uma demanda direta da liderança da aldeia, que conduz
um projeto político de “retorno ao cerne”, centrado na retomada territorial, na afirmação da
memória política e na continuidade do modo de vida Kaingang. A investigação feita juntamente
com o cacique, tem como objetivo contribuir para o monitoramento e o enfrentamento de
mecanismos de apagamento da memória política da comunidade. Para isso, utiliza-se o gesto
metodológico em memória política de Hernandez (2020) na escuta das narrativas daqueles que
emergem das políticas marginais. Para através destas enunciações elaborar Cartografias da
Memória Cosmopolítica da aldeia como ferramenta de inteligência territorial e estratégia de
resistência, na proteção da memória, bem como na defesa do território e projeção de futuros
possíveis. Os resultados identificaram fatores de ameaça como pressões externas de
apagamento, disputas de narrativa e invisibilização, bem como elementos de resistência, como
a retomada de práticas cosmológicas e a mobilização comunitária, onde fica evidente que sem
memória política, não há Retomada.
</summary>
<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</entry>
</feed>
