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<title>Teses</title>
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<updated>2026-04-06T14:09:54Z</updated>
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<title>Entre fronteiras e travessias: transidentidades, cispassabilidade e scripts de gênero na Educação Infantil</title>
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<name>Magnus, Daniella Vieira</name>
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<updated>2026-04-06T04:21:55Z</updated>
<published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Entre fronteiras e travessias: transidentidades, cispassabilidade e scripts de gênero na Educação Infantil
Magnus, Daniella Vieira
A presente tese investiga quais os tensionamentos produzidos pelo regime de cispassabilidade e de suas pedagogias na constituição das corporalidades de sujeitos transgêneros que chegaram à docência da Educação Infantil (EI). Com esse propósito, a
partir do campo da Educação, têm como aporte teórico os Estudos de Gênero, as Epistemologias Transfeministas e os Estudos da Infância em uma perspectiva pós-estruturalista de análise. Como metodologia para a produção de informações, foram
realizadas entrevistas semiestruturadas por meio de videochamadas com oito pessoas transgêneras, quatro homens e quatro mulheres, que atuavam ou em algum momento haviam atuado como docentes da EI. Os eixos de análise apontaram a existência de um
forte controle, e por vezes, um intenso autocontrole em relação a suas vestimentas, a suas
expressões de gênero, a suas vozes e a alguns aspectos físicos, que intencionavam deixá-los longe das fronteiras e do traço ambíguo que expusesse o trânsito de gênero rente às normas de inteligibilidade. Evidenciaram o regime de cispassabilidade sendo colocado em prática, em alguns momentos, pelas próprias pessoas transgêneras dentro e fora dos espaços de EI, com o objetivo de invisibilizar suas identidades de gênero. De acordo com os relatos de todos/as interlocutores/as, tal estratégia funcionava como um mecanismo de proteção às violências transfóbicas. Mostraram que as mulheres trans que atendem aos scripts de feminilidade, chegando a uma cispassabilidade diante do olhar do outro, costumavam sofrer menos represálias durante suas atuações profissionais. Para os/as participantes da pesquisa, essas profissionais também teriam um maior acesso à docência da EI do que as
não cispassáveis; já os homens transgêneros com cispassabilidade teriam uma maior dificuldade em ocupar esses cargos, pois assim como os homens cisgêneros, ainda costumam ser vistos como potenciais abusadores. Reitera-se a importância de momentos de formação para profissionais da educação que atuam em creches e pré-escolas, com o
objetivo de tornar esses espaços mais acolhedores e plurais, sobretudo em relação às identidades de gênero diversas; e que a partir deles sejam enfraquecidos os discursos essencialistas sobre o que é ser menino ou menina e as estratégias de delineamento dos comportamentos, gostos e sentimentos amparados em uma concepção cisheteronormativa.
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<dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>The effects of conflicting social norms on meat consumption behavior</title>
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<name>Ostermann, Cristina Maria</name>
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<updated>2026-04-06T04:12:31Z</updated>
<published>2022-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">The effects of conflicting social norms on meat consumption behavior
Ostermann, Cristina Maria
Problemas sociais contemporâneos relacionados à sustentabilidade demandam novas abordagens teóricas no campo do comportamento do consumidor. Em termos de alimentação, dietas sustentáveis com redução ou eliminação do consumo de carnes são indicadas e têm sido reforçadas pela academia e nas mídias tradicionais e sociais, gerando uma “agenda anti-carne”. No entanto, a discussão tem sido considerada controversa, pois apesar dos impactos ambientais da produção de carne, comer carne faz parte da maioria das dietas nas sociedades ocidentais e a norma social predominante. As pessoas fazem parte de vários grupos sociais ao mesmo tempo e espera-se que alguns desses grupos tenham uma norma social que apoie o consumo de carne (por exemplo, família) e outros que não (por exemplo, amigos). Nesse caso, há um conflito entre as normas sociais de diferentes grupos. Considerando que a influência das normas sociais no comportamento do consumidor é bem reconhecida, espera-se que o conflito entre as normas afete o comportamento de consumo de carne. No entanto, o conflito entre as normas sociais de diferentes grupos reduz o consumo de carne? Investigamos o efeito de normas sociais conflitantes de diferentes grupos no comportamento de consumo de carnes por meio da realização de dois estudos, sendo uma revisão sistemática da literatura e uma pesquisa empírica exploratória com método misto, com uma etapa qualitativa e outra experimental. Como resultado da revisão sistemática, foram descritos os principais padrões de pesquisa empírica quantitativa relacionados às normas sociais e comportamento de consumo de alimentos e bebidas e foram propostas seis oportunidades para novas pesquisas considerando três dimensões: teórica, metodológica e contextual. Os achados desta etapa subsidiaram o desenvolvimento da pesquisa empírica, que iniciou com a coleta de dados qualitativos por meio de entrevistas em profundidade com 13 pessoas com diferentes perfis alimentares relacionados ao consumo de carnes (vegetarianos, redutores e carnívoros integrais). Com base nos achados e na teoria, propusemos quatro hipóteses para o estudo experimental, duas relacionadas ao efeito de normas conflitantes na intenção de consumo de carne, considerando o padrão de consumo (se carnívoro, intenção diminuía; ou se redutor, intenção aumentava); e duas hipóteses que prediziam a autoidentidade pró-ambiental e a autotranscendência como variáveis de moderação. Conduzimos uma pesquisa de desenho experimental de um fator (N=267) com duas condições entre os participantes (1x2). A partir de uma análise integrativa das duas etapas do estudo empírico, propomos que o conflito normativo reduz o comportamento de consumo dos carnívoros, mas que essa redução pode não ser consciente ou conhecida por eles como resultado de uma estratégia de negação do conflito (e, portanto, de seu efeito sobre o comportamento). No caso dos redutores, teorizamos que esse grupo pode ter uma maior percepção do conflito em nível consciente e que a estratégia que desenvolvem para lidar com a situação de conflito leva a um comportamento mais linear em relação à quantidade de carne consumida. Os achados indicam que intervenções baseadas no conflito de normas sociais de diferentes grupos podem ser uma ferramenta para reduzir o consumo de carne entre grupos com níveis de consumo mais elevados desse alimento.
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<dc:date>2022-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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