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<title>Mestrado Acadêmico em Sistemática e Conservação da Diversidade Biológica</title>
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<item rdf:about="https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/3695">
<title>Fitoplâncton no lago Guaíba: variação espacial e temporal da comunidade e sua relação com variáveis limnológicas e coliformes fecais</title>
<link>https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/3695</link>
<description>Fitoplâncton no lago Guaíba: variação espacial e temporal da comunidade e sua relação com variáveis limnológicas e coliformes fecais
Ribeiro, Gisele Fernandes
O fitoplâncton é uma comunidade composta por organismos fotossistetizantes que possuem
ecologia bem conhecida e apresentam respostas rápidas às alterações ambientais, através da
composição, riqueza, diversidade e abundância da comunidade. Já os coliformes fecais, bactérias heterotróficas termotolerantes, fornecem a melhor indicação da contaminação fecal na água. A interação entre esses organismos era desconhecida e não tinha sido ainda abordada no Lago Guaíba, o principal sistema hídrico, que banha a cidade e região metropolitana de Porto Alegre. Este estudo teve como objetivo principal conhecer os atributos da comunidade fitoplanctônica, sua variação espacial e temporal, relacionando com as variáveis físicas, químicas e de contaminação microbiológica da água em diferentes escalas temporais e
espaciais. Nesta pesquisa, as amostragens de fitoplâncton foram realizadas na subsuperfície da
água, mensalmente em seis pontos, três situados na margem esquerda e três no canal de
navegação do Lago Guaíba, considerando a variação das concentrações de Escherichia coli,
entre janeiro/2021 e abril/2022, totalizando 90 amostras. Medidas e análises das variáveis
físicas e químicas (temperatura, transparência, profundidade, turbidez, condutividade, pH,
oxigênio dissolvido, saturação de oxigênio, demanda bioquímica de oxigênio, nitrogênio
amoniacal, nitrito, nitrato e fósforo total da água) e concentração de E. coli também foram
obtidas. O Capítulo 1 apresenta o estudo realizado no Lago Guaíba, um lago raso costeiro
aberto, com influxo fluvial e canal sublacustrino situado a leste do Estado do Rio Grande do
Sul, Brasil, e o objetivo geral foi conhecer os atributos da comunidade fitoplanctônica e sua
variação espacial e temporal no Lago Guaíba, relacionando com as variáveis físicas, químicas
com enfoque na relação entre fitoplâncton e Escherichia coli. Os resultados demonstraram que
a comunidade fitoplanctônica esteve distribuída em 13 classes taxonômicas e 108 gêneros. As
classes Bacillariophyceae, Chlorophyceae, Chrysophyceae e Chlamydophyceae e, os gêneros
Bicosoeca, Nitzschia, Chlamydomonas, Desmodesmus e Pteromonas foram os mais
representativos em número de espécies. A densidade fitoplanctônica apresentou variação
sazonal, com tendência ao decréscimo (18 a 63 ind.mL-1 ) nas estações de inverno e início da
primavera e aumento expressivo no verão (3.329 a 8.751 ind.mL-1 ). Contudo, a diferença
espacial entre os pontos, não foi significativa. A riqueza de espécies variou entre o valor mínimo
de três espécies e valor máximo de 60 espécies, apresentando diferença significativa entre os
pontos e períodos de amostragem (p &lt; 0,05). Os maiores valores registrados de riqueza
ocorreram nos pontos situados na margem esquerda, em comparação com os pontos situados
no canal de navegação. Com relação às estações do ano, a riqueza foi maior no verão com
decréscimo no inverno e outono. A diversidade específica (H’) também apresentou diferença
significativa entre os pontos e entre as estações de verão e inverno (p &lt; 0,05). A equitabilidade (J) não apresentou diferença significativa entre os pontos, somente entre estações do ano, com
valores médios superiores no outono e inverno. A concentração de Escherichia coli (NMP/100
mL) apresentou variação espacial significativa, com as maiores concentrações registradas nos
pontos localizados na margem do lago, com pico máximo de 73.000 NMP/100 mL (julho/2021).
A variação da densidade fitoplanctônica no lago esteve influenciada pela temperatura e
transparência da água, enquanto as concentrações de E. coli estiveram associadas aos valores
mais altos de condutividade, amônia, demanda bioquímica de oxigênio e fósforo total. A
correlação entre densidade, diversidade e dominância do fitoplâncton com E. coli foi
significativa somente em alguns pontos no Lago Guaíba. A regressão linear confirmou em um
determinado ponto de margem, quando houve menor densidade de fitoplâncton ocorreu maior
concentração de E. coli, enquanto em um ponto do canal, a maior densidade de fito esteve acompanhada pela menor concentração de E. coli. A riqueza e a diversidade também não foram
afetadas pelas maiores concentrações de E. coli, o que pode demonstrar a ausência de competição entre os organismos, podendo haver uma relação de mutualismo. A análise de espécies indicadoras (INDVAL) indicou a ocorrência de nove espécies de fitoplâncton em altas
concentrações de Escherichia coli, quais sejam, Aphanocapsa delicatissima, Desmodesmus
armatus var. bicaudatus, Merismopedia tenuissima, Micractinium pusillum, Monoraphidium
contortun, Mucidosphaerium pulchellum, Nitzschia palea, Pteromonas tenuis e Stephanocyclus
meneghinianus, com possibilidade de serem indicadoras de contaminação fecal. O Capítulo 2
apresenta o estudo de Spermatozopsis exsultans, que apresentou elevada densidade (8.751
ind.mL-1
) no Lago Guaíba, relacionando com algumas variáveis abióticas, até então não
exploradas. Spermatozopsis exsultans está distribuída no plâncton de água doce em diferentes
países, mas raramente é mencionada em águas brasileiras. O objetivo principal deste estudo, foi
mostrar a morfologia e preferência ecológica da espécie, em dois distintos ambientes em
sistema subtropical. Para isso, foram utilizados base de dados de estudos diferentes. Os dados
obtidos no Lago Guaíba e aos dados do Rio Ibirapuitã, principal sistema hídrico da Área de
Preservação Ambiental do Ibirapuitã (APA), localizada na região sudoeste do Estado do Rio
Grande do Sul. Amostragem de fitoplâncton foi realizada mensalmente em seis estações no
Lago Guaíba (janeiro de 2021 a abril de 2022) e, em seis estações ao longo do curso superior,
meio e inferior do Rio Ibirapuitã, no outono e primavera de 2011 e outono de 2012. Os
resultados demonstraram que a espécie teve aumento da densidade nas estações de verão,
estando correlacionada, positivamente, com temperatura e transparência da água para o Lago
Guaíba e, condutividade elétrica para o Rio Ibirapuitã. Trata-se de uma microalga diminuta,
cerca de 10 µm de comprimento, curvada espiralada com plastídeo parietal sem pirenoide, com
quatro flagelos de tamanho igual. Spermatozopsis exsultans evidenciou ser uma espécie que
preferiu águas quentes, ricas em nutrientes e alta luminosidade em sistema subtropical.
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<dc:date>2024-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/3547">
<title>Avaliação do uso de pontes de dossel e testes de novos designs por bugios e outros mamíferos arborícolas no Rio Grande do Sul</title>
<link>https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/3547</link>
<description>Avaliação do uso de pontes de dossel e testes de novos designs por bugios e outros mamíferos arborícolas no Rio Grande do Sul
Dias, Patrícia
A crescente urbanização está fragmentando florestas e ameaçando espécies arborícolas que,
devido à perda de habitat, frequentemente utilizam rodovias, fios elétricos e telhados para se
deslocarem, o que aumenta o risco de atropelamentos, choques elétricos e ataques de cães. Uma solução simples e eficaz para mitigar esses impactos é a instalação de pontes de dossel, que conectam fragmentos de vegetação e oferecem passagens seguras para os animais. A
conectividade florestal é essencial para a sobrevivência de primatas do Novo Mundo, como o
bugio-ruivo (Alouatta guariba), e outros animais arborícolas. Além dos riscos imediatos
enfrentados pelos animais, a fragmentação de habitats dificulta o deslocamento e resulta no
isolamento das espécies, aumentando o risco de extinções locais. Embora a diversidade
faunística possa persistir em ambientes periurbanos modificados, a supressão da vegetação para construção de infraestruturas cria barreiras para a travessia dos animais. Pontes de dossel
desempenham um papel crucial na restauração da conectividade entre habitats fragmentados, e
podem reduzir os efeitos adversos da urbanização, ao proporcionar um meio seguro para a
travessia de animais entre áreas fragmentadas. Este estudo teve como objetivo testar novos
modelos de pontes de dossel e comparar seu desempenho com o modelo de ponte já utilizado
em Porto Alegre-RS. Realizamos testes ex situ no Parque Zoológico de Sapucaia, envolvendo
duas espécies de bugios (Alouatta guariba e Alouatta caraya) para avaliar o uso,
comportamento, velocidade e segurança dos animais com as novas estruturas. Além disso,
realizamos testes in situ com o bugio-ruivo (Alouatta guariba), comparando o uso das novas
pontes com o modelo já utilizado pela espécie. Todos os modelos de pontes foram utilizados
pelos animais. Foram registradas mais duas espécies, gambá-de-orelha-branca (Didelphis
albiventris) e ouriço-cacheiro (Coendou spinosus) fazendo o uso das novas estruturas. Também
foram monitoradas 10 pontes de dossel já existentes, com registros de ao menos quatro
mamíferos diferentes. Os resultados indicaram que as novas pontes são uma solução eficaz para
ambientes fragmentados, com modelos adequados e de baixo custo para a conservação das
espécies-alvo.
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<dc:date>2024-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/3334">
<title>Loricariidae (ostariophysi: siluriformes) do mioceno (Formação Solimões, Bacia do Acre), Estado do Acre, Brasil</title>
<link>https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/3334</link>
<description>Loricariidae (ostariophysi: siluriformes) do mioceno (Formação Solimões, Bacia do Acre), Estado do Acre, Brasil
Jacó, Tiago Ricardo Fernandes
Atualmente, Loricariidae (Siluriformes) constitui a maior família de bagres na região neotropical, com 1.039 espécies consideradas válidas. Os táxons são facilmente reconhecidos por suas características morfológicas: corpo alongado, placas ósseas, odontódeos, cabeça comprimida e lábios em forma de ventosa, além de possuírem hábitos alimentares especializados. Alguns loricarídeos como Hypostomus grupo cochliodon, Panaque e Panaqolus, mantêm uma morfologia dentária adaptada para o consumo demadeira. Esta preferência alimentar está relacionada com a dentição em forma de colher observada nestes táxons. O presente estudo tem por objetivo descrever dentes fósseis de Loricariidae provenientes de um afloramento localizado à margem direita do Rio Juruá, denominado PRJ-26, Município de Marechal Thaumaturgo, Estado do Acre (AC), Brasil. Os espécimes foram obtidos de sedimentos provenientes de camada conglomerática da Formação Solimões (Neógeno) pelo método screen washing, e após triagem sob microscópio estereoscópio foram depositados na Coleção Científica do Laboratório de Paleontologia do Campus Floresta da Universidade Federal do Acre, Cruzeiro do Sul, AC. O referido material é composto por 28 fragmentos dentários, sendo que a maioria apresenta fraturas e perda das hastes de implantação. Os dentes são atribuídos a duas subfamílias de Loricariidae: Hypostominae e Loricariinae. Os Hypostominae, ao qual detêm a maioria dos espécimes, foram classificados como: (i) Hypostomus grupo cochliodon (11 espécimes), apresentando coroa dentárias largas, de tamanho variados, e a presença de uma cúspide lateral, com diferentes formas e ângulos; (ii) cf. Panaque sp. (11 espécimes) com coroa robusta, côncava e unicuspidada, (iii) e cf. Ancistrus sp. (um espécime) com coroa de forma simples, unicúspide, longa, espatulada e com o ápice arredondado. Os Loricariinae, por sua vez, foram identificados ao nível de tribo: (i) Loricariini indeterminado (quatro espécimes), com coroas bífidas, dois lobos parcialmente fusionados, sendo um lobo proeminente, e com o ápice arredondado; (ii) Hartiini indeterminado, um único espécime apresentando a coroa dentária bífida, sendo seus lobos fusionados e delimitados apenas por um sulco. Os estudos de fósseis do afloramento PRJ-26 ainda estão em fase inicial, não sendo seguro afirmar de forma conclusiva uma idade para o afloramento. Contudo, são notadas semelhanças entre o canal de conglomerado do afloramento PRJ-26 com outras localidades que inclui registros de restos de Loricariidae no Cenozoico sul-americano, sobretudo na região Norte da América do Sul, que correspondem a idades do Mioceno médio- superior.
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<dc:date>2023-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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