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O presente trabalho aborda o gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde (RSS), com foco no Grupo A (resíduos biológicos de risco). O Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) surge como ferramenta essencial, pois
estabelece normas para segregação, acondicionamento, coleta, transporte, tratamento e disposição final. O estudo teve como objetivo analisar o gerenciamento dos resíduos hospitalares do Grupo A em instituições de saúde de Porto Alegre, no intuito de verificar melhorias das práticas adotadas para tal gerenciamento. A
metodologia adotada envolveu análise dos documentos fornecidos pelos hospitais, possibilitando a compreensão de diferentes realidades institucionais. Foram analisados comparativamente os PGRSS do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e do Hospital Conceição. O HCPA apresenta integração do gerenciamento de resíduos
às atividades de ensino, pesquisa e assistência. Já o HC destaca-se pela gestão em larga escala, capacitação contínua dos profissionais e cultura organizacional voltada à responsabilidade socioambiental. Os resultados revelaram que, a legislação brasileira, como a RDC nº 222/2018 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(ANVISA) e a Resolução nº 358/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), estabelece diretrizes claras. A pandemia de COVID-19 acentuou esses desafios, ampliando expressivamente o volume de resíduos, devido ao grande
consumo de materiais biológicos contaminados, como testes de covid, materiais para coleta de secreções, sangue, EPIs, como luvas, máscaras, aventais, etc. A proposta deste estudo inclui práticas como: descarte correto, separação, recolhimento, armazenamento interno e externo. Conclui-se que a gestão de RSS transcende o
cumprimento legal, configurando-se como compromisso ético e coletivo, orientado
para a segurança ocupacional, a responsabilidade socioambiental e a preservação dos recursos naturais para as futuras gerações. |
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