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A abstenção eleitoral entre os jovens no Brasil, especialmente nas eleições presidenciais de 2018 e 2022, tem se configurado como um fenômeno crescente e preocupante para o fortalecimento da democracia representativa. Considerando que a juventude representa parcela expressiva da população brasileira, compreender as razões do seu afastamento das urnas é essencial para avaliar a vitalidade da participação política no país. Assim, este estudo teve como objetivo geral, identificar possíveis fatores que influenciam a abstenção eleitoral entre os jovens brasileiros no
período de 2018 a 2022, e como objetivos específicos, analisar suas possíveis consequências e refletir sobre estratégias de engajamento dessa parcela do eleitorado. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, com caráter descritivo, fundamentada em levantamento bibliográfico e análise documental. Foram selecionados artigos científicos publicados entre 2018 e 2025 na base de dados SciELO, além de relatórios institucionais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Devido
à escassez de estudos específicos sobre abstenção juvenil, foram realizadas buscas utilizando diferentes descritores, o que resultou na seleção de 10 artigos relevantes e 3 documentos oficiais. A análise de conteúdo, com foco na análise temática, permitiu organizar e interpretar o material coletado seguindo eixos centrais relacionados às causas, ao comportamento eleitoral e às consequências da abstenção entre os jovens. Os resultados apontam que a abstenção entre jovens permaneceu elevada nos dois pleitos analisados, evidenciando que a abstenção eleitoral juvenil no Brasil é resultado de um conjunto de fatores sociais, informacionais e institucionais. Compreender esse fenômeno é fundamental para o fortalecimento da cultura democrática, indicando a necessidade de políticas públicas que promovam educação cidadã, ampliem a inclusão digital crítica, combatam a desinformação e estimulem a
participação efetiva dos jovens nos processos de decisão política. |
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