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O crescente desafio da eficiência energética e da gestão de custos operacionais em instituições de ensino superior exige a otimização contínua do consumo de eletricidade, em um cenário energético nacional que necessita de sustentabilidade, conforme evidenciado em relatórios como o Atlas da Eficiência Energética e o BEN Síntese. Este trabalho realizou uma análise de consumo energético no campus central da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), com foco no Prédio 5. O estudo foi conduzido por meio de duas abordagens complementares: medições in loco utilizando o analisador de energia e análise das faturas de energia elétrica dos anos de 2024 e 2025. As medições foram realizadas em conformidade com o Módulo 8 do PRODIST, da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), abrangendo parâmetros de tensão em regime permanente, corrente e distorção harmônica total de tensão (THDV). A partir das análises realizadas, o trabalho buscou construir uma compreensão sobre o comportamento elétrico do prédio 5, identificando padrões de operação, possíveis irregularidades e eventuais indícios de ineficiência. Os resultados evidenciaram que a tensão operou consistentemente na faixa precária (acima de 133,35 V), com registros de picos na faixa crítica (140,147 V), indicando a necessidade de ajuste na derivação (tap) do transformador da subestação. A análise de corrente revelou desequilíbrio significativo entre fases, atingindo 41,65% no lado norte do prédio, comprometendo a eficiência operacional do sistema. As distorções harmônicas de tensão permaneceram dentro dos limites regulatórios (abaixo de 8%). A análise das faturas demonstrou ineficiência contratual, com demanda contratada de 315 kW e utilização média entre 5% a 16% dessa capacidade, caracterizando sobrecontratação. Foi identificado excedente de energia reativa em todos os meses analisados, resultando em penalidades tarifárias evitáveis mediante correção do fator de potência. O estudo propõe ajuste da demanda contratada para 90 kW, gerando economia de 28,57% no custo fixo mensal, e ajuste do fator de potência por meio da instalação de um banco de capacitores para eliminação das multas por excedente reativo. Conclui-se que a UERGS possui potencial significativo de redução de custos operacionais através da adequação dos parâmetros contratuais e correção de não conformidades na qualidade de energia, alinhando-se aos princípios de eficiência energética e sustentabilidade em edificações públicas. |
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