REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL UERGS

A nova rotina escolar e a saúde dos professores e professoras da rede municipal de ensino de Porto Alegre

Mostrar registro simples

dc.contributor.advisor Bottega, Carla Garcia
dc.contributor.author Leal, Caroline Pereira
dc.date.accessioned
dc.date.available
dc.date.issued 2020
dc.date.submitted 2020
dc.identifier.uri https://repositorio.uergs.edu.br/xmlui/handle/123456789/984
dc.description.abstract No que tange à educação, mudanças significativas foram efetuadas na organização da Rede Municipal de Ensino (RME) de Porto Alegre, a partir de 2017, com a nova gestão na Prefeitura. Nesse sentido, o presente estudo tem como objetivo investigar as implicações da nova rotina escolar sobre a saúde dos professores e professoras da Rede Municipal de Ensino (RME) de Porto Alegre. Foi realizada uma investigação explicativa de abordagem quali/quantitativa, por meio de pesquisa documental e de dados a respeito das licenças para tratamento saúde dos professores. Foram organizados três agrupamentos de resultados: Gestão por resultados e a nova rotina escolar, Absenteísmo e saúde dos professores e professoras na RME e Trabalho Doecente na nova rotina escolar. Nestes agrupamentos verificamos que, ao alterar os tempos de trabalho e de aprendizagem, a nova rotina escolar visou à otimização dos recursos humanos, porém serviu como mecanismo de punição a não adesão às estratégias estabelecidas pela gestão municipal, levando a intensificação do trabalho docente. Por intensificação do trabalho docente entende-se o aumento de gasto de energias dos professores e professoras para a realização de suas atividades laborais, quando se passa a ser exigido um empenho maior, seja físico (corpo), intelectual (acuidade mente/saberes) ou psíquico (emocional/afetividade), ou uma combinação desses elementos, e que pode ser percebido através de fatores quantitativos, relacionados ao aumento do volume de tarefas nas escolas; e qualitativos, relacionados às circunstâncias sob as quais os docentes mobilizam as suas capacidades físicas, cognitivas e afetivas para atingir os objetivos da produção escolar. O aumento no número de licenças para tratamento de saúde (LTS) e de adoecidos entre os professores e professoras da RME, bem como a diminuição dos dias por licença concedida e de dias em afastamento por servidor indicaram que esses adoecimentos parecem estar vinculados a fatores organizacionais, como sobrecarga e condições de trabalho, e evidenciam a inadequação dos instrumentos e das normativas estabelecidas pela nova rotina escolar, que acabaram por transformar o trabalho docente em trabalho doecente.
dc.language.iso 210129s2020####bl#a###fr###########por##
dc.subject Administração de recursos humanos
dc.subject Gestão
dc.subject Educação
dc.subject Identidade docente
dc.subject Produção intelectual - Uergs
dc.subject Professores
dc.subject Saúde do trabalhador
dc.title A nova rotina escolar e a saúde dos professores e professoras da rede municipal de ensino de Porto Alegre
dc.type Arquivo digital
local.degree.date Unidade em PO
local.degree.grantor Universidade Estadual do Rio Grande do Sul
local.description.areasdoconhecimento M613.86


Arquivos deste item

Este item aparece na(s) seguinte(s) coleção(s)

Mostrar registro simples