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Este trabalho propõe investigar modos de ensinar fotografia que escapem da
automatização cotidiana, buscando práticas mais situadas nos contextos dos
estudantes e centradas na experiência. A pesquisa nasce da pergunta sobre a
possibilidade de construir formas de aprendizagem mais coletivas, manuais e
significativas, sobretudo em um tempo marcado pela saturação de imagens e pela
mediação constante das redes sociais. A relevância deste estudo está no desejo de
que as relações com a fotografia possam se tornar menos guiadas pelas lógicas
mercadológicas das plataformas e mais próximas de uma experiência sensível,
crítica e autoral. Nesse percurso, mergulho na minha trajetória como fotógrafa e
educadora para criar propostas que ampliem e diversifiquem os modos como
adolescentes se aproximam da imagem. A investigação se desenvolve a partir das
práticas construídas nos estágios realizados em 2024 e 2025, nas escolas Emef
Profa. Maria Josepha Alves de Oliveira e Colégio Estadual AJ Renner, e se
desdobra também em um seminário e uma oficina de fotografia em Nova Santa Rita,
ambos no interior do Rio Grande do Sul. A metodologia, ancorada na noção de
experiência segundo Larrosa, compreende o ensino como um gesto capaz de
produzir encontros que podem conter uma abertura e disposição para sermos
afetados. O processo inclui a reflexão sobre a própria formação e a criação de
imagens que dialogam com conceitos, autores e caminhos percorridos durante a
pesquisa, compondo uma escrita que fotografa o movimento do pensamento se
construindo. A conclusão traz a importância de pesquisar escrevendo e
fotografando, entendendo esses gestos como parte fundamental de um processo
que é, ao mesmo tempo, formativo, criativo e profundamente humano. |
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