Os resíduos vegetais advindos de agroindústrias têm se mostrado de grande interesse por apresentarem compostos bioativos, como ácidos orgânicos e compostos fenólicos. São inúmeros os fatores que podem influenciar na obtenção destes compostos, tais como natureza da matriz vegetal, as características das partículas, as técnicas de extração, incluindo temperatura e o tempo aplicados, sendo especificamente a técnica escolhida um ponto chave para o sucesso do processo. Dessa forma, o presente trabalho objetivou extrair bioativos através de dois métodos de extração - banho-maria e ultrassom - em resíduos de mirtilo e amora, em diferentes condições de tempo, temperatura e concentração de solvente. Foram realizados testes de pH, acidez titulável, cinzas e umidade das farinhas produzidas e análise quantitativas de compostos fenólicos como, flavonóis, ácidos fenólicos e polifenóis totais dos extratos elaborados. Foi evidenciado que o solvente menos concentrado aliado a temperatura e ao tempo mais elevados culminaram no aumento do teor de polifenóis na amostra através da Extração em Banho-Maria (EBM), já para a Extração Assistida por Ultrassom (EAU), temperatura baixa e tempo prolongado fornecem melhores resultados. Temperaturas menores impactam diretamente na extração de flavonóis e o tempo é um fator secundário no processo de EAU, o qual apresentou produtos muito superiores àqueles vistos na EBM. Para EBM as condições de temperatura, tempo e concentração de solvente afetam a obtenção de ácidos fenólicos, principalmente para os extratos de amora e para a EAU o tempo e a temperatura são limitantes, especialmente para os extratos de mirtilo.