O presente trabalho discorreu sobre as lições aprendidas na gestão de crises e riscos decorrentes da catástrofe climática de 2024 no Rio Grande do Sul. O objetivo principal desta pesquisa consistiu em: analisar os eventos ocorridos e as ações realizadas pelas diferentes esferas da Administração Pública, identificando as oportunidades de melhorias e as ações operacionais integradas que definissem um novo papel mais resiliente para o setor público, no enfrentamento de emergências desse tipo. Para a elaboração deste trabalho foi utilizada metodologia de pesquisa de estudo de caso, focando na enchente ocorrida entre abril e maio de 2024 no estado do Rio Grande do Sul. A pesquisa realizada baseou-se na coleta de materiais e informações publicadas em sites de notícias e informativos da Defesa Civil, apresentando também fatos históricos e eventos anteriores similares. Além disso, realizou-se um levantamento de dados orçamentários, buscando demonstrar a evolução de valores destinados à prevenção e atuação em eventos climáticos extremos. A discussão ressaltou ainda que o aquecimento global e o crescimento urbano desordenado, com ocupação de áreas de risco somado à uma gestão com ineficiência em gerir os sistemas de escoamento, podem ter potencializado os estragos e danos causado, destacando a importância das ações humanas em momentos de crises climáticas. O evento de 2024 foi considerado a maior enchente da história, superando o nível de 1941, com indicadores do nível do Lago Guaíba atingindo a marca de 5,37 metros. A tragédia afetou 478 municípios e resultou em 178 óbitos confirmados, além de deixar 388.781 pessoas desalojadas. A catástrofe causou perdas humanas, materiais, financeiras e uma mortalidade significativa de animais em diversos setores produtivos.