O presente trabalho tem por objetivo analisar o descumprimento da Norma Regulamentadora nº 17 (NR-17) na saúde ocupacional, com foco na gestão de pessoas em ambientes corporativos. A metodologia adotada consiste em uma revisão integrativa da literatura, fundamentada na análise de oito documentos publicados entre 2020 e 2025, incluindo artigos científicos, legislação vigente e análises técnicas recuperados nas bases de dados Google Acadêmico e SciELO. A triagem dos dados priorizou estudos que abordassem o cenário recente de trabalho remoto e híbrido. A análise dos resultados evidenciou que a negligência ergonômica, exacerbada pela improvisação dos postos de trabalho domésticos durante e após a pandemia, mantém elevados os índices de doenças ocupacionais como LER/DORT e lombalgia. Constatou-se que o descumprimento da norma ocorre frequentemente pela ausência de mobiliário ajustável e pela falta de uma Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) efetiva. Conclui-se que a correta aplicação da NR-17 transcende a mera obrigação legal, configurando-se como uma ferramenta estratégica de gestão capaz de promover o bem-estar do trabalhador, reduzir o absenteísmo e otimizar custos operacionais através da implementação de programas de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT).