Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, buscando compreender suas causas e impactos sobre o
setor de industrialização. O estudo adotou metodologia de abordagem quali-quantitativa, de
caráter exploratória e descritiva, fundamentada na análise documental de 106 atestados médicos
emitidos durante o mês de março de 2025, bem como na aplicação de questionários a
funcionários e na realização de entrevista com supervisor. Os dados foram organizados em
planilhas e analisados por meio de triangulação metodológica, permitindo o cruzamento entre
as evidências quantitativas e percepções qualitativas. Os resultados indicaram maior incidência
de afastamentos nos setores de “Embutimento”, “Linha de Produtos Prontos ou Semi-prontos”
e “Presuntaria”, cujas atividades envolvem movimentos repetitivos, exposição contínua ao frio
e esforço físico intenso. Entre os CIDs registrados, destacou-se o Z000 (exame médico geral),
além de diagnósticos relacionados a dores musculoesqueléticas e problemas respiratórios. As
percepções dos funcionários revelaram que a baixa temperatura ambiental foi mencionada
como fator recorrente de desconforto, e a ergonomia foi avaliada majoritariamente como
regular. Embora se perceba satisfação com as atividades desempenhadas, parte dos
trabalhadores relatou pouca motivação para permanecer na empresa a médio e longo prazo.
Conclui-se que o absenteísmo não deve ser compreendido apenas como indicador operacional
de perda de produtividade, mas como indicador das condições de trabalho e das práticas de
gestão adotadas. O fortalecimento do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional
(PCMSO), aliado a melhorias ergonômicas, campanhas educativas e políticas de valorização
dos trabalhadores, mostra-se essencial para reduzir afastamentos, promover qualidade de vida
e contribuir para a sustentabilidade organizacional.