Este trabalho investiga como as narrativas sobre a própria origem são construídas através da fotografia como dispositivo, analisando fotografias do acervo do Museu Padre Schio, única instituição museológica de Antônio Prado/RS. O referencial teórico articula perspectivas que compreendem a fotografia não como reprodução de verdades absolutas, e sim como construções discursivas e tecnologia imperial; e teóricos da branquitude crítica que questionam a neutralidade da branquitude e a evidenciam como identidade construída através de seus próprios modelos. Propondo uma inversão epistemológica, a análise centra-se nos marcadores visuais da branquitude presentes nas fotografias, buscando os retirar do lugar de neutralidade. Compreendendo a imigração italiana como processo de colonização, o trabalho demonstra como a fotografia operou na formação de um imaginário que tem a italianidade como única narrativa legítima sobre a formação da cidade.