Esta pesquisa em arte parte de uma reflexão sobre o espaço urbano e as vivências cotidianas na cidade. Ao observar um vão entre as arquiteturas durante a rotina atarefada do dia a dia, mobilizei um pensamento sobre os usos do tempo e do espaço, suas implicações associadas ao capitalismo e a ideia de inutilidade, propondo exercícios artísticos a partir de tais reflexões. Os exercícios são apresentados sob a forma de um múltiplo de artista: uma exposição portátil, uma pequena caixa contendo 23 fotografias das experiências no vão. A monografia se conecta à investigação de artistas como Gordon Matta-Clark, coletivo Poro e autores como Ailton Krenak, Byung-Chul Han, Michel de Certeau, Nuccio Ordine e Regina Melim.