Resumo:
O presente trabalho tem como objetivo compreender como os ambientes educativo e familiar contribuem
para o desenvolvimento motor e psicomotor de bebês entre quatro e oito meses, considerando os
estímulos oferecidos em cada contexto. A pesquisa, de abordagem qualitativa, foi realizada por meio de observações no berçário, entrevistas semiestruturadas com a professora responsável, além de entrevistas com os responsáveis pelos bebês. O estudo fundamenta-se em documentos oficiais, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI) e em autores que discutem desenvolvimento infantil, psicomotricidade e interação com o meio, entre eles Vygotsky, Fonseca, LeBoulch, Goldschmied e Jackson, Gonzalez-Mena e Eyer. Os resultados evidenciam que o berçário pesquisado apresenta ambiente organizado de forma intencional, favorecendo exploração sensorial, movimento livre e autonomia, com materiais acessíveis e práticas alinhadas à psicomotricidade. A interação afetiva e a presença atenta das profissionais mostraram-se elementos centrais para a segurança
emocional e para o desenvolvimento dos bebês. As entrevistas com as famílias indicaram que estímulos cotidianos, como tempo de chão, manipulação de objetos e brincadeiras simples, repercutem diretamente nas conquistas motoras. A comunicação diária por meio do aplicativo institucional destacou-se como um recurso que aproxima família e escola, fortalece a parceria e contribui para superar a visão assistencialista
sobre o berçário, evidenciando seu papel pedagógico. Conclui-se que o desenvolvimento psicomotor dos bebês é potencializado quando há continuidade entre os estímulos escolares e familiares, e quando ambos os ambientes atuam de forma integrada, intencional e sensível às necessidades da primeira infância.