Este trabalho relata um estudo que teve como objetivo investigar o uso da Língua Brasileira de
Sinais (Libras) como ferramenta de comunicação e inclusão para estudantes com Transtorno do
Espectro Autista (TEA) não oralizados na APAE de Osório, uma instituição educacional especializada no atendimento a pessoas com deficiência. A pesquisa, de natureza qualitativa, exploratória e descritiva, se baseia na percepção de profissionais da instituição, com ênfase nas
práticas pedagógicas inclusivas que envolvem a Libras. A pesquisa aborda a importância da
Libras, reconhecida como língua oficial pela Lei nº 10.436/2002, no contexto da educação
especial, destacando sua contribuição para a autonomia comunicativa e a participação social de
sujeitos com TEA. Além disso, o texto apresenta a fundamentação teórica com ênfase na
comunicação em Libras no contexto da educação especial A metodologia empregada inclui
entrevistas semiestruturadas com dois profissionais da Associação de Pais e Amigos dos
Excepcionais (APAE) de Osório, uma professora de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e uma
secretária da instituição, além de observações no contexto da pesquisa. A análise dos dados foi
realizada de forma descritiva e interpretativa, elencando as recorrências e especificidades,
organizada em dois eixos, com ênfase às práticas comunicativas, os desafios e as potencialidades
da Libras como recurso pedagógico e comunicacional, com impactos nas interações sociais. O estudo afirma a importância da Libras como alternativa de comunicação para pessoas com TEA não oralizadas e reforça a necessidade de práticas pedagógicas inclusivas que valorizem a diversidade comunicativa e reconheçam as potencialidades dos sujeitos com TEA. Ao final, a pesquisa espera contribuir para a construção de um ambiente escolar mais inclusivo e acessível, promovendo igualdade de oportunidades e acesso ao conhecimento para todos os estudantes, independentemente de suas condições comunicativas.