O milho é uma das principais culturas cultivadas no Brasil e para que essa produção aumente
é necessário o uso de práticas conservacionistas. A cobertura do solo, com um bom índice de
palhada no solo, protege contra a erosão, melhora a estrutura, a biologia do solo, conserva a
umidade, controla plantas daninhas e melhora a ciclagem de nutrientes. Assim, o objetivo do
estudo foi avaliar o acúmulo de biomassa (massa verde e seca) em diferentes espécies
consorciadas de plantas de cobertura antecedendo a cultura do milho. Para isso, o estudo foi
conduzido na área experimental da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, em São Luiz
Gonzaga, RS, e os tratamentos foram constituídos por consórcio de espécies de plantas de
cobertura de inverno e um controle: T1 – tremoço + aveia + centeio + nabo; T2 – ervilha +
tremoço + aveia + centeio + nabo; T3 – ervilhaca + tremoço + aveia + centeio + nabo; T4-
tremoço. Os melhores resultados de acúmulo de massa verde e seca foram obtidos no
tratamento T3, com 14.018 kg ha-1 e 5.050 kg ha-1, respectivamente. A massa seca produzida
pelos diferentes tratamentos analisados, todos apresentaram volume produzido maior que
4.500 kg ha-1, evidenciando que o uso dessas espécies em consórcio proporciona boa
cobertura do solo, mesmo após o seu manejo de dessecação para o plantio da próxima cultura.
Deixando assim, o solo coberto por um período maior de tempo, proporcionando menores
riscos de ocorrer erosões no solo devido ao impacto da gota da chuva, e a ciclagem e
fornecimento de nutrientes para a próxima cultura. A determinação da biomassa pode
contribuir e subsidiar agricultores e trabalhos futuros sendo mais assertivos nas
recomendações em relação às espécies que contribuem para a proteção de solo e para a
funcionalidade do solo em relação aos processos físicos. Os resultados foram submetidos ao
teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.