Resumo:
A soja, crucial para a economia global, exige sementes de alta qualidade para garantir uma produção eficiente e sustentável. Enquanto as sementes certificadas são produzidas sob padrões rigorosos de qualidade e garantem pureza genética, vigor e sanidade, as sementes salvas, frequentemente reutilizadas pelos produtores, podem apresentar deficiências que comprometem a germinação, o vigor das plantas e a resistência a pragas e doenças. Este trabalho investigou a relevância das sementes na produção de soja, com foco na comparação entre sementes certificadas e
sementes salvas ou "piratas" da cultivar 55I57 RSF IPRO (Zeus). A metodologia incluiu a coleta de seis lotes de sementes (dois certificados e quatro salvos), com análise de sua qualidade física, fisiológica e sanitária por meio de testes como peso de mil sementes (PMS), grau de umidade, germinação, vigor, emergência em bandeja e sanidade, utilizando técnicas como o teste de papel germitest e o blotter test para identificação de patógenos. Os dados foram analisados estatisticamente pelo método de agrupamento de médias de Scott-Knott. Os resultados destacaram que as sementes certificadas apresentaram maior vigor (36%), germinação (92,5%) e menor mortalidade (22%), enquanto os lotes salvos demonstraram baixa qualidade, com até
64% de mortalidade e maior presença de patógenos como Aspergillus spp. e Fusarium spp. Os lotes salvos mostraram também menor uniformidade na emergência, comprometendo a eficiência no campo. Conclui-se que as sementes certificadas são essenciais para uma produção de soja mais produtiva e sustentável, reduzindo riscos fitossanitários e melhorando a competitividade do produtor. Já o uso de sementes salvas, apesar do menor custo inicial, compromete a qualidade da lavoura, exigindo maior densidade de semeadura e uso de insumos, o que pode aumentar os custos e
reduzir a produtividade ao longo do tempo.