A agricultura digital vem impulsionando o uso de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) no monitoramento de lavouras, porém o alto custo para ter equipamentos profissionais é um desafio para pesquisadores e produtores. Este trabalho teve como objetivo avaliar a viabilidade técnica do uso de geotecnologias acessíveis, especificamente o drone de entrada como o DJI Mini 2 e softwares como o Agisoft Metashape e o QGIS que foram aplicados ao monitoramento de experimentos agrícolas em microescala. O presente estudo foi realizado na área experimental da UERGS em São Luiz Gonzaga/RS, comparando dados obtidos por aerolevantamento (RGB) com imagens de satélite Sentinel-2. A metodologia envolveu voos com pontos de controle (GCPs) para uma melhor precisão, e apenas com o GPS (GNSS) embarcado no drone para testar sua acurácia posicional. Os resultados demonstraram que apenas o gps de navegação do drone gerou erros de até 10 metros, se tornando inviável a sobreposição temporal de mapas sem tratamento, porém ao fazer o uso de geoprocessamento e pontos de controle, o erro foi reduzido para níveis centimétricos (4 cm). A resolução espacial do drone (GSD de 5,8 mm) mostrou-se superior e indispensável em relação ao satélite (10 m), cujo fenômeno de "pixel misto" impediu a individualização das parcelas experimentais. A integração do ortomosaico com o Modelo Digital de Elevação (MDE) tornou possível identificar uma depressão topográfica como causa de uma zona de baixa produtividade na área, podemos concluir que equipamentos de baixo custo são ferramentas viáveis e valiosas para a pesquisa agrícola desde que sejam compreendidas suas limitações operacionais e aplicado um rigoroso processamento de dados para garantir a precisão necessária.