A intensificação dos sistemas agrícolas em ambientes tropicais e subtropicais exige o uso de estratégias sustentáveis capazes de aumentar a produtividade sem elevar a dependência de insumos sintéticos e o impacto ambiental. Dentre essas estratégias, o uso de plantas de cobertura destaca-se pela capacidade de elevar a produção de biomassa, favorecer a ciclagem de nutrientes, proteger o solo e contribuir para a formação de matéria orgânica em sistemas de plantio direto. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar a produção de massa verde e massa seca de diferentes espécies de plantas de cobertura, cultivadas em sistemas solteiros e em consórcios multiespécies, visando identificar os arranjos com maior potencial de contribuição para a sustentabilidade agrícola. O experimento foi conduzido em delineamento de blocos inteiramente casualizados, com treze tratamentos e quatro repetições, utilizando leguminosas, gramíneas, crucíferas e área em pousio, sendo realizada coleta da biomassa com moldura de 0,25 m² e determinação da massa seca após secagem em estufa a 65 °C. Os resultados indicaram que os consórcios multiespécies apresentaram maior desempenho produtivo em biomassa, com destaque para combinações contendo gramíneas, demonstrando superioridade em relação às espécies cultivadas isoladamente. Conclui-se que o uso de consórcios de plantas de cobertura representa alternativa agronomicamente eficiente para ampliar a produção de palhada e fortalecer sistemas conservacionistas, recomendando-se novos estudos com análise química detalhada, avaliação econômica e impacto direto sobre a cultura sucessora.