Este trabalho teve como objetivo avaliar a germinação, o vigor e o desempenho em campo de sementes de soja (Glycine max (L.) Merr.) submetidas a diferentes tratamentos de sementes, estabelecendo relações entre os resultados obtidos em laboratório e a emergência de plântulas em condições de campo. O estudo foi conduzido na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), utilizando três tratamentos: sementes sem tratamento, sementes com tratamento tradicional e sementes destinadas à multiplicação. Em laboratório, foram realizados testes de germinação e vigor em ambiente controlado, enquanto, em campo, avaliou-se a emergência das plântulas. Os resultados evidenciaram diferenças entre os tratamentos avaliados. O tratamento tradicional apresentou os maiores percentuais de germinação (94%) e vigor (91%), indicando maior proteção e integridade fisiológica das sementes. O tratamento destinado à multiplicação apresentou desempenho intermediário, com germinação de (90%) e vigor de (79%), caracterizando maior sensibilidade fisiológica. As sementes sem tratamento apresentaram os menores valores de germinação (86%) e vigor (82%), demonstrando maior vulnerabilidade a estresses bióticos e abióticos. A comparação entre laboratório e campo indicou que sementes com maior vigor mantiveram desempenho mais estável na emergência, enquanto sementes com menor vigor apresentaram maior variabilidade no estande inicial. Conclui-se que a avaliação integrada de germinação, vigor e emergência é fundamental para a caracterização da qualidade fisiológica das sementes e para a tomada de decisões quanto ao uso de tratamentos de sementes.